Esta parte é a parte complicada porque no fundo, o que é certo para uns não é para outros. Então, aqui entra a estratégia ou, se preferirem, o planeamento daquilo que se quer fazer. A melhor forma de fazer isto é elaborar uma lista com as qualidades que, na nossa opinião pessoal, um músico ideal deve ter.
1. Começamos com o carácter, personalidade e atitude dentro E FORA do palco.
Quer queiramos quer não, vamos ter de conviver com estas pessoas. Não é saudável para uma banda, nem para ninguém, os integrantes não poderem estar juntos numa sala ou desfrutar da coisa fantástica que é fazer parte de uma banda.
2. A ética de trabalho. Para evitar a apatia que parece estender-se a grande parte dos membros das bandas, e aqueles músicos com egos gigantescos com quem é impossível trabalhar. Existe uma diferença entre liderar uma banda e ser integrante, mas não quer dizer que um integrante não se deva esforçar. Comparecer a horas é importante (se possível... os músicos sabem ao que me refiro) a não ser que os 30 minutos de atraso sejam tradição. Fazer o trabalho de casa é crucial. Mesmo que não liderem, é o mínimo que se pode esperar. E acima de tudo, evitar a postura do "Por mim está tudo bem, é como quiserem".
3. Capacidades técnicas individuais. Não é necessário que todos os músicos sejam virtuosos. Às vezes a falta de técnica pode ser compensada com trabalho. Um músico cumpridor será sempre mais útil do que um malabarista. Muitas vezes o grande nível técnico trás consigo um ego da mesma proporção (ver número 2). Obviamente se um músico juntar o grande nível técnico a uma boa dose de humildade, ainda melhor.
4. Capacidade criativa. A criatividade é a força que faz o mundo da música girar. Seja ela inspirada noutros, ou alguém consiga fazer algo inteiramente novo (muito difícil hoje em dia). Ter um colega de banda que é especialmente criativo, é uma mais valia. Fazer as coisas sozinhos é complicado, ter uma perspectiva diferente pode fazer toda a diferença numa música. ATENÇÃO no entanto, nível técnico e criatividade não são uma e a mesma coisa. Shred enquanto o vocalista canta, nem sempre cai bem. Um baixista que abandona a secção rítmica e o groove e parte para a melodia durante os versos, pode ser um bocado demais. Um músico ideal deverá saber distinguir, a não ser, claro, que seja essa ideia.
6. Por último mas não menos importante, a experiencia na indústria, seja em estúdio, em tour, entrevistas, sessões fotográficas... whatever. Não é necessário que todos os músicos sejam experientes, mas pelo menos um que o seja, é uma mais valia. Mas a experiência pode ser conhecimento, nem que seja, conhecimento de como falhar, pois se alguém sabe um caminho errado, poderá avisar se a banda estiver a enveredar por ali. É importante que o(s) músicos com experiência estejam dispostos a partilhar com o resto da banda, e aqui entra a humildade (ver número 2). Aceitar estas informações partilhadas por quem sabe também é um traço fulcral para TODOS os membros de uma banda.
Obviamente, tudo aquilo que foi tratado nesta parte, são apenas os traços gerais de músicos que podem ser mais valias para uma banda. Cabe a cada um decidir o que é verdadeiramente importante ou não, mas na hora de escolher, certifiquem-se que pelo menos não escolhem o o
posto a estas qualidades.
Continua...
Muito claro e bem Explicadora.
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